Janeiro 23, 2024

Meet the Team – Ramón Alcalá

MEET THE TEAM – RAMÓN ALCALÁ

  1. Qual é a sua posição na BNZ?

Atualmente, colaboro com a BNZ enquanto Engenheiro Solar de Energia Fotovoltaica. Ajudo a equipa a desenvolver os aspetos técnicos e relacionados com a área de engenharia dos projetos. Sou também responsável por supervisionar matérias relacionadas com engenharia nos vários projetos em construção.

  1. Há quanto tempo trabalha no setor das energias renováveis?

Há cerca de 30 anos. Desde 1995, quando comecei a trabalhar na Elecnor, que tenho estado envolvido no setor da distribuição elétrica e das energias renováveis, gerindo de forma transversal projetos de energia fotovoltaica, eólica e térmica, assim como a construção de redes de distribuição elétrica de média e alta tensão.

Desde 2016, tenho estado principalmente envolvido em projetos fotovoltaicos de larga escala, desempenhando tarefas de engenharia básica para concursos e engenharia de detalhe para construção em empresas líderes como o Grupo Cobra, Abengoa e Empresarios Agrupados.

Os últimos sete anos representaram para mim uma reciclagem necessária na tecnologia existente (painéis solares, inversores solares e rastreadores solares) e nas soluções construtivas e melhores práticas de aplicação na construção de centrais fotovoltaicas de larga escala.

O desafio para o futuro é continuar constantemente informado, já que todos os anos surgem novos desenvolvimentos.

  1. Como considera que a indústria solar tem mudado nos últimos anos?

O aspeto que mais se destaca é o facto de a energia eólica e a energia fotovoltaica terem passado por desenvolvimentos tecnológicos e de otimização de custos significativos. Pode dizer-se que estas duas tecnologias estão maduras e são competitivas em comparação com outras fontes de energia convencionais, que são mais caras e estão sujeitas a tensões geopolíticas. Isto permitiu uma expansão global da energia eólica e fotovoltaica, com mais de 1.200 GWp instalados em todo o mundo até ao final de 2022.

Por outro lado, estão a ser desenvolvidas fontes de energia alternativas ao petróleo e ao gás, como o hidrogénio verde e os combustíveis ecológicos. Estas fontes de energia alternativas terão um papel importante a desempenhar no futuro em setores difíceis de eletrificar, como a agricultura, os transportes terrestres, a aviação, os transportes marítimos, o aquecimento industrial, entre outros. Para produzir estes combustíveis, é necessária uma grande quantidade de energia renovável, que pode provir de energia fotovoltaica.

As bases estão lançadas, a energia fotovoltaica vai ser uma das principais fontes de energia primária e o complemento necessário para o desenvolvimento de todos estes projetos de energias alternativas.

  1. Quais são os principais desafios para a indústria solar nos próximos anos?

Destacaria três aspetos técnicos principais relacionados com a rede elétrica. Por um lado, a integração das energias renováveis na rede elétrica, proporcionando estabilidade e serviços de elevado valor à rede. Por outro lado, a gestão dos excedentes e o armazenamento de energia (baterias ou por bombeamento reversível). Além disso, destaco o transporte de eletricidade a longas distâncias e com baixas perdas, assim como a interligação de redes.

No caso específico de Espanha, que tem sido historicamente uma ilha energética, as ligações a França e a África são particularmente importantes.

  1. E a longo prazo?

Diria que, a longo prazo, o desafio estará centrado nos mercados, que serão mais globais, mais diversificados (tanto em termos de produtos, como de atores), mais dinâmico, mais interligados, mais complexos e mais inteligentes.

  1. O que diferencia a BNZ dos seus concorrentes?

Pessoalmente, prefiro não olhar para outras empresas do setor como concorrentes. Dessa forma, poderíamos perder oportunidades de cooperação muito interessantes. O know-how e o compromisso da equipa são dados adquiridos e são cada vez menos um fator de diferenciação num setor que conta com fantásticas empresas e profissionais. Desta forma, diria que os valores ESG serão um dos aspetos diferenciadores que irão justificar o sucesso da BNZ. A BNZ tem uma filosofia de investimento que integra critérios de responsabilidade ambiental, social e de governança, nos seus processos de avaliação, análise e seleção de projetos.

  1. Onde imagina a BNZ nos próximos 5 anos?

Nos próximos 5 anos, a BNZ estará a operar a sua carteira de projetos fotovoltaicos atualmente em desenvolvimento e construção em Espanha, Itália e Portugal, que totalizam aproximadamente 1,5 GWp. Certamente que alguns projetos de armazenamento de baterias e outros novos desenvolvimentos serão adicionados ao longo do caminho, que iremos percorrer passo a passo.

  1. Que países estão a fazer maiores investimentos na energia fotovoltaica?

Por ordem de importância, China, Estados Unidos, Japão, Índia, Alemanha, Espanha e Itália.

A capacidade fotovoltaica instalada em todo o mundo é de, aproximadamente, 1.2000 GWp, com a China a liderar o mercado, com 416GWp instalados. Em segundo lugar aparece a União Europeia, com 210 GWp, seguido dos Estados Unidos com 142 GWp. Logo atrás estão o Japão com 85GWp e a Índia com 80 GWp. Dentro da União Europeia, a Alemanha lidera o bloco comunitário com 68 GWp, seguida da Espanha com 27 GWp e da Itália com 25 GWp.

Espanha, Itália e Portugal têm a maior quantidade de recursos solares da Europa. Desta forma, nos próximos anos, a energia fotovoltaica nestes países irá tornar-se na principal fonte de energia renovável na União Europeia, uma vez que será nestes três países que se irá produzir a energia renovável mais barata.

Para além disso, a disponibilidade de energia limpa e barata será, no futuro, um fator de localização para as indústrias com utilização intensiva de energia e para o desenvolvimento de outras fontes de energia alternativa, como o hidrogénio verde ou os combustíveis ecológicos.

Vejo um futuro promissor nos próximos anos nestes três países, que são precisamente os mercados onde a BNZ atua.

  1. Que pedido faria à administração pública para promover as energias renováveis?

Pediria para simplificar os processos burocráticos e agilizar a tramitação dos projetos.

  1. E ao resto da população?

Pediria que alterassem os seus hábitos de consumo para promover o uso de productos ecológicos, eficientes e produzidos com recurso a energia limpa.

  1. O que faz no seu quotidiano para reduzir a sua pegada de carbono?

Tento controlar diretamente os consumos de eletricidade, água e gás em casa e também prefiro usar os transportes públicos ou andar a pé. De forma indireta, evito o consumismo e tento comprar apenas aquilo que é necessário. Quando tenho que trocar algum eletrodoméstico ou aparelho, dou especial atenção à eficiência energética dos aparelhos. Faço reciclagem, especialmente de embalagens de plástico, papel e vidro. Cada um de nós tem um papel importante a cumprir na lógica da economia circular, pelo que tento ter atenção a estes pequenos atos todos os dias.

Em detalhe

  • Um passatempo: Fazer caminhadas, para aproveitar a natureza. Se estiver acompanhado pela família, ainda melhor.
  • Um país para viajar: Ainda tenho muito de Espanha por descobrir.
  • Uma cidade para viver: Sevilha, pelo seu clima, beleza e as suas festas locais.
  • Um animal: Da Península Ibérica, o lobo, pela sua astúcia, e o touro bravo, pela sua coragem.
  • Um filme ou série: “El Hombre y la Tierra”, de Félix Rodríguez de la Fuente.
  • Um livro: “O Principezinho”, de Antoine de Saint-Exupéry.
  • Um tipo de gastronomia: Não tenho preferência, gosto de variar.
  • Uma personalidade histórica: O físico francês Alexandre-Edmond Becquerel, considerado o criador do efeito fotovoltaico, ou Charles Fritts, que criou o primeiro painel solar em 1883.
  • Uma cor: Azul, ao amanhecer.

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